O desmatamento no Brasil consiste na supressão da vegetação nativa de determinado bioma.

Esse assunto ganhou destaque nos últimos dias.

Em agosto de 2019, fomos bombardeados por notícias divulgando o aumento das queimadas na Amazônia, intensificando o desmatamento no Brasil.

Por outro lado, diversos veículos de informação também divulgaram que essas notícias poderiam ser “Fake News” (Notícias Falsas).

Nesse contexto, você não tem problemas com a falta de informações, mas sim com o excesso e a dificuldade de filtrar o que é verdadeiro e o que não é.

Por isso, é fundamental procurar sempre por fontes confiáveis de informação e reconhecidamente isentas de interesses político ou econômico.

O desmatamento no Brasil sempre foi um assunto polêmico, pois muitos o interpretam como um cabo de guerra entre a preservação dos recursos naturais e a exploração econômica.

Porém, você não pode esquecer que o desmatamento no Brasil é regulado por legislação ambiental, principalmente o código florestal brasileiro.

Essa legislação prevê áreas mínimas de vegetação nativa que devem ser preservadas em cada região do Brasil.

Por exemplo, na Amazônia Legal, a vegetação nativa a ser preservada como área de reserva legal é de 80% do imóvel, com exceção para casos específicos.

Sendo assim, o principal problema envolvendo o desmatamento no Brasil é a dificuldade, falta ou ineficiência de fiscalização do cumprimento da legislação.

Uma das principais explicações desta dificuldade é a vasta extensão territorial do país.

Por outro lado, você não pode ter dúvidas de que o desenvolvimento da agropecuária e da sustentabilidade ambiental devem caminhar juntos.

A ideia aqui é apresentar informações embasadas no conhecimento cientifico consolidado, sem qualquer manifestação de opinião política.

Por isso, se você deseja saber tudo sobre os principais aspectos do desmatamento no Brasil, sobre o que é verdade ou não, continue a leitura!

A culpa do desmatamento no Brasil é da agropecuária?

A pecuária e a agricultura são comumente designadas como as principais atividades desenvolvidas em áreas desmatadas.

Por isso, algumas pessoas julgam que a agropecuária é a grande vilã do desmatamento no Brasil.

Mas, se você imaginar um Brasil onde não há a tradição da pecuária, do cultivo de soja e de milho, por exemplo.

Estaríamos, então, isentos de problemas com desmatamento no Brasil?

Provavelmente, não.

Esses empreendimentos seriam substituídos por outros. Talvez pela mineração ou qualquer outra atividade econômica.

Logo, a culpa do desmatamento no Brasil é do não cumprimento da legislação ambiental vigente.

E esse descumprimento de legislação é função da ineficiência da fiscalização por parte das entidades reguladoras e da má fé de quem a infringe.

Você não pode esquecer também que a agropecuária é responsável pela alimentação de um mundo que nunca foi tão populoso quanto é hoje.

Os profissionais do agronegócio enfrentam diariamente o desafio de aumentar a produtividade das áreas agrícolas para que essa demanda seja atendida.

Porém, alguns exemplos ruins de pessoas que não respeitam a legislação ambiental não podem manchar a imagem de todos os que trabalham no campo.

Da mesma forma, não é verdade que em nome da produção de alimentos devemos aumentar o desmatamento no Brasil.

O que deve e vem sendo feito é desenvolver novas tecnologias para o aumento da produtividade sem esquecer a preservação dos recursos naturais.

Nosso papel, como profissionais do Agronegócio é continuar buscando por alternativas mais eficientes e mais produtivas a fim de promover a produção sustentável de alimentos.

O desenvolvimento de cultivares adaptadas e mais produtivas para cada região, sistemas de manejo conservacionistas, produção orgânica de alimentos são apenas alguns dos muitos exemplos que existem.

Diversas boas práticas de produção têm sido recomendadas e utilizadas pelos produtores.

Por isso, jogar toda a culpa do desmatamento no Brasil na agropecuária não parece algo correto.

O desmatamento no Brasil prejudica o solo e a biodiversidade?

O conceito de qualidade do solo é amplo e pode variar conforme a perspectiva de quem avalia.

Para um profissional do Agronegócio, o solo tem qualidade quando é capaz de sustentar as plantas ao mesmo tempo em que disponibiliza água e nutrientes em quantidades ótimas.

Por outro lado, para a construção de moradias, outros parâmetros devem ser considerados tais como a estabilidade, profundidade do lençol freático, dentre outros.

O solo em seu ambiente natural, encontra-se em equilíbrio.

Ou seja, é o resultado de um longo período pelo qual os fatores de formação atuaram, chegando a condições ideais para a vegetação nativa correspondente.

Com o desmatamento no Brasil e a implantação da atividade agropecuária há a alteração desse ambiente natural.

Em virtude dessa alteração, os atributos do solo são manipulados por você através das operações de calagem, adubação e cultivo, dentre outras práticas.

Deste modo, a qualidade do solo pode ser piorada ou não conforme o seu manejo.

Atualmente, há vários exemplos de práticas que são capazes de proporcionar a manutenção da qualidade do solo em níveis parecidos com os de áreas nativas.

Exemplos dessas práticas são a rotação de culturas, a o Sistema Plantio Direto, e a integração lavoura-pecuária-floresta.

Por outro lado, a biodiversidade, invariavelmente, diminui com o desmatamento no Brasil.

Com a supressão da diversidade de espécies vegetais nativas também diminui a diversidade da fauna naquele local.

Esse é um dos fatos que demonstram a importância de se respeitar a legislação ambiental, assim como de incorporar o manejo integrado de pragas e doenças na lavoura.

Caso contrário, o número de espécies vegetais e animais extintas aumentariam amplamente da mesma forma que, provavelmente, mais pragas agrícolas surgiriam.

Você pode notar isso ao perceber que a população de diversos insetos-praga é controlada por inimigos naturais que, em situações de desequilíbrio ecológico, podem desaparecer.

É nesse contexto também que a utilização de produtos biológicos na agricultura tem se expandido.

Respondendo à pergunta, o desmatamento no Brasil vai sim diminuir a biodiversidade e pode prejudicar a qualidade do solo dependendo do ponto de vista.

Entretanto, com o cumprimento da legislação ambiental e adoção de boas práticas de produção, espera-se que esses impactos sejam mínimos e a sustentabilidade ambiental seja preservada.

 

Técnicas de Vendas e Marketing no Agronegócio
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O desmatamento no Brasil é o vilão do aquecimento global

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O desmatamento no Brasil não é, isoladamente, o vilão do aquecimento global.

O Brasil sequer é o país que mais contribui para este fenômeno no planeta.

A China e os Estados Unidos são os principais países emissores de gases do efeito estufa (GEE).

Na lista dos principais países emissores de GEE, aparecemos entre os 10 primeiros.

Portanto, mesmo não sendo o maior emissor, estamos entre os principais responsáveis pela emissão de GEE no mundo.

O aquecimento global é um fenômeno que ocorre naturalmente, porém, a atividade antrópica vem o acelerando em níveis preocupantes.

Essa aceleração é oriunda do aumento da emissão de GEE como o CO2, CH4 e o N2O.

Portanto, ao eliminarmos uma floresta, o carbono que estava fixado nas plantas e no solo é lançado, pelo menos em parte, na atmosfera em forma de CO2.

Logo, o desmatamento no Brasil contribui sim para a intensificação desse processo.

Nesse contexto, esforços têm sido desprendidos para diminuir o desmatamento no Brasil e promover uma agricultura de baixa emissão de carbono.

Exemplo disso foi o lançamento do Plano ABC (agricultura de baixa emissão de carbono) em 2010.

Esse programa busca o incentivo à recuperação de pastagens degradadas, à implantação de áreas com Sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta e Sistemas Agroflorestais.

Além disso, o Sistema de Plantio Direto, a fixação biológica de N, aumento de florestas plantadas, tratamento de dejetos animais e a adaptação às mudanças climáticas também são incentivados pelo Plano ABC.

Atividades agrícolas, como o Sistema de Plantio Direto, capazes de aumentar os níveis de carbono orgânico no solo, são reconhecidas como mitigadoras do efeito estufa.

Em 2015, diversos países, inclusive o Brasil, assinaram o Acordo de Paris.

Esse acordo objetiva manter a temperatura média do planeta até 2 ºC acima dos níveis da pré-Revolução Industrial até o final desse século.

Para isso, uma série de medidas de redução da emissão dos GEE foram traçadas, dentre elas, a redução do desmatamento no Brasil.

Afinal, o desmatamento no Brasil aumentou no último ano?

Ainda carecemos de relatórios oficiais que informem se o desmatamento no Brasil aumentou no ano de 2019.

Os focos de incêndio e queimadas aumentaram de acordo com o Observatório do Clima, o INPE e a NASA no ano de 2019 em comparação com os últimos anos (de 2010 a 2018).

Esses dados são importantes para que medidas de contenção e mitigação das queimadas sejam adotadas.

Porém, as queimadas são apenas mais um dos tipos de desmatamento no Brasil.

Práticas envolvendo o arranquio de árvores com correntes e tratores também são comuns.

O principal problema das queimadas é que, em épocas de clima seco, elas podem sair de controle facilmente, desmatando uma área muito maior do que a desejada.

Isso torna essa prática bastante perigosa mesmo quando realizada considerando o cumprimento da legislação.

Por outro lado, não é novidade que o desmatamento no Brasil vem crescendo em biomas como o da Amazônia.

Também é verdade que houve uma grande diminuição do desmatamento na Amazônia de 2008 até 2012, porém, desde então há uma tendência de aumento.

Em resumo, o aumento do desmatamento no Brasil não é recente, principalmente na Amazônia. Entretanto, já evoluímos muito em relação a cenários passados como em 2008.

O Cerrado também diminuiu a taxa de desmatamento no Brasil do ano 2005 para os dias de hoje.

Porém, não é por isso que se torna desnecessário continuar fiscalizando e impedindo o desmatamento no Brasil fora dos limites legais.

Embora já tenhamos evoluído muito de meados dos anos 2000 até aqui, ainda há um grande caminho a avançar.

O problema não foi solucionado, ou seja, ainda são necessários esforços em incentivos à fiscalização e ao controle do desmatamento no Brasil ilegal.

Qual deve ser a sua posição em relação ao desmatamento no Brasil?

Evidentemente, o seu posicionamento deverá ser baseado na interpretação que você fizer dos dados que existem sobre desmatamento no Brasil e das consequências disso.

Porém, o desmatamento no Brasil, quando praticado de forma ilegal, não pode ser tolerado e deve acarretar penalizações.

Essa é uma questão que deve ser sempre esclarecida por nós, profissionais do Agronegócio.

A lei ambiental não é diferente de outras que existem e é nosso dever cumpri-la.

Caso contrário, estamos sujeitos a sofrer com implicações legais.

Ademais, a sustentabilidade da agropecuária passa pela preservação do ambiente.

Logo, o desmatamento no Brasil de forma incontrolada não é viável a longo prazo.

Por isso existem leis que preconizam a proteção da flora e fauna nativas dos biomas brasileiros.

Elas desempenham funções importantes e são essenciais à vida.

Da mesma forma, como o nível atual de conhecimento e tecnologia empregados na agropecuária, é possível obter produtividade e sustentabilidade ao mesmo tempo,

Também é nosso dever desmistificar a ideia de que o Agronegócio é contra a preservação dos recursos naturais.

Diversos esforços têm sido desprendidos por pesquisadores e produtores brasileiros com o intuito de tornar a agropecuária mais produtiva, causando o mínimo possível de efeitos negativos ao meio ambiente.

É verdade que existem exemplos que fogem à regra, casos de pessoas que negligenciam as leis e as recomendações técnicas ao explorar áreas nativas sem respeitar a legislação.

Porém, essa não é a realidade do Agronegócio brasileiro.

É fundamental desvincular a imagem criada nos últimos tempos de que o desmatamento no Brasil é algo realizado de forma descontrolada em função somente da agropecuária.

Além dos impactos ambientais, isso pode trazer diversos prejuízos em relações comerciais com países que resolverem deixar de importar determinados produtos daqui em resposta a isso.

Independente de opinião política, a qual é pessoal de cada um, a grande maioria dos profissionais que atuam no Agronegócio não são a favor do desmatamento no Brasil, mas sim a favor da agropecuária produtiva e cada vez mais forte.

 

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